Depoimentos quentes agitam a CPI
Ex-funcionária da Fazenda denuncia supostas irregularidades à CPI...

Nesta terça-feira, dia 22, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), formada pela Câmara para investigar supostas irregularidades na Administração, realizou o depoimento de mais oito testemunhas, desta vez, todos falaram sobre a Cooperativa de Trabalho, onde a Administração pagou R$ 108 mil para o conserto de pontes e passarelas do interior. O primeiro a depor foi Gelson Lopes, que respondeu os questionamentos da relatora da CPI, vereadora Rosilda Freitas sobre as suas funções dentro da Prefeitura, e informou a comissão que quem o convidou para trabalhar foi o Próprio Prefeito. A segunda testemunha foi a Ex – funcionária da Secretaria da Fazenda, Kátia Freitas, que informou a CPI que por um período trabalhou no setor de compras da Prefeitura, mas no cargo de agente de saúde e que ficou trabalhando também por um longo período sem portaria de nomeação, onde ainda não recebeu sobre o serviço. Mas o que mais chamou a atenção da Comissão, foi quando a depoente revelou que quando o seu setor recebeu a ordem para pagar a Cooperativa de Trabalho no valor de R$ 108 mil, os funcionários responsáveis pelos pagamentos e empenhos da Prefeitura se reuniram e receberam um recado dos superiores que era para pagar e não fazer perguntas. “ Tivemos que pagar mesmo sabendo que existiam funcionários na Cooperativa que nunca trabalharam e existiam só no papel”, disse a depoente. Kátia informou ainda, que pretende entrar na justiça contra a Prefeitura para tentar reaver o tempo que trabalhou sem estar formalmente na folha de pagamento. A terceira a depor foi Francele Duarte Tolfo, que relatou a CPI que trabalhou junto com o Secretário Eduardo Crisóstomo, em uma sala que ficava junto ao Gabinete do Prefeito, mas durante os questionamentos não soube informar o nome de nenhum colega funcionário. Outro tema abordado foi que a depoente disse que atualmente está desempregada, é do Lar, mas a relatora da CPI apresentou a Comissão uma portaria de nomeação do dia 15 de junho, onde Francele é a atual Assessor de Imprensa da Prefeitura. Com esta informação o advogado do Prefeito pediu uma questão de ordem de relatou que esta portaria da Administração foi um equivoco e o documento já está sendo anulado. Ou seja, a depoente ficou uma semana no cargo de assessora de imprensa da Prefeitura sem saber. O quarto a depor foi Maria Cristina, que relatou a CPI que nunca trabalhou no interior fazendo pontes ou passarelas, mas sim na Secretaria de Turismo. Já o quinto a depor foi Paulo Moises, que entre as suas respostas o depoente confirmou que ficou um tempo sem trabalhar mas recebeu pelo serviço, tudo através da Cooperativa contratada pela Prefeitura. A sexta testemunha foi Nilton Marques, que também esclareceu as suas funções dentro da Cooperativa, que prestou serviço a Prefeitura, Marques informou que trabalhou como Torneiro Mecânico, mas em sua ficha cadastral na Cooperativa não aparecia a profissão. A sétima pessoa a depor foi Gilson Perdomo, que trabalhou no CAPS como instrutor de dança, mas contratado pela Cooperativa. O último depoente foi Jocenir da Rosa (Galo), que está da lista de trabalhadores da Cooperativa que prestam serviço para a Prefeitura. Durante seu depoimento Rosa disse que foi contratado para pintura de placas, mas no relatório entregue pelo Secretário de Obras, Sálvio Daniel, o servidor realizou o serviço de encanador. Outro ponto relatado pelo depoente e que não realizou nenhum serviço para a Prefeitura em janeiro de 2010, mas o seu ponto de trabalho está batido todos os dias, além disso, houve um empenho do dia 29 de janeiro, da Prefeitura para a empresa do depoente. Desta forma, foi encerrado todos os depoimentos do dia e o Presidente da Comissão, Vereador José Sidnei Menezes, encerrou a sessão, marcando para a próxima terça-feira, mas depoimentos.

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